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O que dar de comer para um filhote de Ave:

Alimentação dos Filhotes

2- Comportamento dos Filhotes

    Após a eclosão dos ovos os pais se revezam no cuidado e alimentação dos filhotes. O comportamento dos pais, a partir deste momento, pode variar ainda mais. Normalmente a fêmea fica com os filhotes. Quando ela sai o macho fica no ninho aguardando o retorno dela para poder sair novamente. Tanto a fêmea quanto o macho alimentam o filhote diretamente no bico. Atentem que nem todos os ovos eclodem, obrigatoriamente. O período de duas semanas é crucial no crescimento dos filhotes. Quanto mais os filhotes receberem alimento diretamente dos pais mais saudáveis eles serão. Quando se quer amansar calopsitas normalmente se retiram os filhotes durante o final deste período . Antes disto há grande chance dos filhotes morrerem. Atualmente tem-se a tendência de tentar amansar calopsitas somente a partir dos três meses de vida. Desta forma garante-se uma maior saúde e longevidade da ave. Embora deva-se evitar ao máximo se mexer em ninhos neste período temos que atentar para dois fatos :

    Primeiro : algumas vezes um filhote acaba saindo do ninho propriamente dito, indo para a ‘ante-sala’ ( onde há a abertura redonda de entrada do ninho ) . Caso o filhote seja novo e fique lá são grandes as chances de sua morte. Filhotes não conseguem gerar o seu próprio calor de forma adequada. Permanecendo na câmara do ninho é aquecido pelos pais e, quando há mais de um filhote, pelo próprio irmão. Nestes casos é interessante uma avaliação adequada e que se tente pôr de volta o filhote na câmara principal. Na foto abaixo note que há tanto filhotes na câmara principal quanto na ‘ante-sala’ . Como é grande o número de filhotes isto é normal. Note que ficaram , neste caso, dois nesta ante-sala. E como são um pouco maiores e mais emplumados acabam conseguindo se aquecer melhor.

    Segundo : algumas vezes os pais acabam não alimentando os filhotes ou acabam alimentando-os menos do que deveriam. Nestes casos os filhotes podem simplesmente morrer por inanição. Temos também a possibilidade de que, por algum motivo, os pais abandonem o ninho. Em qualquer destes casos se não tomarmos alguma ação os filhotes certamente morrerão. Devemos lembrar, sempre, que calopsitas são aves naturalmente assustadiças. Um grande susto ou grande alteração de seu ambiente de forma repentina pode ocasionar tais abandonos. Nestes casos temos que proceder, nós mesmos, à alimentação deste filhotes. Abaixo fornecemos a maneira certa para agirmos da forma mais acertada possível. Filhotes são extremamente frágeis e delicados. Temos que tomar o maior cuidado possível no eventual manejo dos mesmos.

 

2.2- Alimentação dos Filhotes

    A alimentação deste filhotes com poucos dias ou semanas de vida deve ser efetuada com cuidado e critério. Atualmente existem, no mercado, diversos alimentos destinados à alimentação de filhotes de aves. Marcas como CC-Albium, Beppler, Alcon têm colocado à disposição do criador alimentos que atendem a este fim. Se possível devemos procurar alimentos voltados a psitacídeos. Nem sempre é possível esta escolha, sobretudo em lugares muito afastados dos grandes centros urbanos ou onde não haja grande saída de produtos para aves. Atualmente a Alcon tem para venda alimentos especialmente voltados para filhotes de psitacídeos, caso das Calopsitas. Junto com as embalagens segue também a forma de preparo dos mesmos. Via de regra o alimento – em pó – deve ser dissolvido em água morna e servida aos filhotes.

    Embora filhotes possam aceitar alimentos frios observa-se uma aceitação maior quando a alimentação se dá morna. Os filhotes podem, inicialmente, não aceitar de bom grado este tipo de alimento. Devemos, entretanto, insistir para garantir a vida da ave. Alguns criadores se utilizam de seringas.     Enchem-na de alimento e colocam dentro do bico da ave. A Cockatiel Society aconselha que os filhotes sejam primeiramente aquecidos e colocados sobre uma superfície devidamente ‘acolchoada’ por panos de forma que o filhote possa sentir o mínimo possível de frio.

    Atualizando os conhecimentos atuais temos procedimentos mais detalhados nesta alimentação por seringa : Com o filhote de frente para você , seringa na mão direita, entre com a seringa pelo lado direito do bico do filhote, diagonalmente, cerca de 45° em direção ao lado esquerdo ( onde fica o papo ) .     Quando a seringa entrar no bico pressione lentamente para que o filhote reconheça a ‘papinha’. Quando ele sentir e começar a pedir vá apertando a seringa levemente de forma a não encher totalmente seu bico de papinha e nem que aspire o ar, podendo engasgar. E desta forma vá alimentando o filhote ( abaixo segue esquema visual para auxiliar a sabermos como alimentar e quanto de alimento devemos dar aos filhotes ) .

    Alguns criadores aconselham a alimentação através de colheres de café ( pequenas ) . Se possível ‘entortadas’ nas bordas de forma a criar um pequeno ‘funil’ . Pegamos o alimento e damos diretamente no bico da ave. Elas aceitam o alimento normalmente.

    Outros criadores pegam pedaços de madeira ou plástico bem finos, colocam o alimento neles e , a seguir, no bico dos filhotes. Independentemente do método devemos sempre nos lembrar da delicadeza dos filhotes e procurar sempre tomar o maior cuidado possível.

    Sempre após a alimentação dos filhotes temos que proceder à limpeza dos mesmos, sobretudo nos bicos. Caso as penas fiquem sujas devemos umedecer um pano limpo em água morna e, delicadamente, proceder à limpeza da ave. O mesmo vale para o bico. A sujeira nos bicos pode favorecer a criação de fungos, prejudicando a ave. Pode-se utilizar uma haste de plástico com algodão na ponta ( ‘cotonete’ ), umedecê-lo em água morna e proceder à limpeza do bico .

    Devemos proceder à alimentação dos filhotes sempre que eles estiverem com aproximadamente 10% do papo vazio. Abaixo segue uma ‘tabela’ para auxiliar no controle da alimentação dos filhotes . Devemos atentar que muitos filhotes, mesmo com o papo cheio, ficam ainda pedindo mais alimento. Devemos ter o bom sendo e perceber que é uma manha natural ao filhote. Caso continuemos dando alimento podemos até mesmo estourar o papo do filhote, vindo a matá-lo. 

 

2.3- Recomendações para a alimentação do filhote

   

-> Os filhotes deverão ter 2 semanas de vida, no mínimo. Se você fizer antes, o pássaro provavelmente não sobreviverá. Depois desse período de 2 semanas, os filhotes terão horários certos para se alimentarem. Abaixo, colocamos uma lista índicando os horários certos para a alimentação dos filhotes de calopsita

-> Prepare a mistura seguindo estritamente as instruções na embalagem do produto. Esta mistura pode ser encontrada nas petshoppes . O filhote pode ser alimentado com uma seringa normal. Procure não reutilizar. Pode ser utilizada colher e pazinhas conforme o texto anterior.

-> Não fique surpreso com os sons que os filhotes emitem durante a alimentação.

> A partir da sexta semana você pode começar a deixar um pouco de mistura para calopsitas na gaiola. O filhote paulatinamente irá começar a comer sozinho, sem sua ajuda. Deixe disponível milho cru para o filhote.

-> O filhote provavelmente estará independente por volta de 10 a 12 semanas. Daí ele estará “desmamado”. A partir deste ponto prosseguir com a alimentação normal de calopsitas.

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Como cuidar corretamente de um Papagaio:

CUIDANDO COM AFETO E INFORMAÇÃO

Uma ave silvestre jamais será objeto de uma criação comum  como outros animais adotados e trazidos para fazer parte do  dia a dia de pessoas que efetivamente amam os animais. Conhecer as necessidades básicas e características do seu comportamento é um procedimento essencial para garantir resultados positivos para a saúde do seu papagaio com um retorno gratificante ao observar que os cuidados baseados em informação e dose adicional de paciência são as “ferramentas” para desfrutar a companhia de uma ave saudável e feliz.

Temas  que merecem um destaque especial serão abordados em páginas específicas.

Integração e Atenção

Não basta apenas uma alimentação rica e variada. A proximidade e integração em relação aos demais moradores da casa é essencial. O isolamento de um papagaio em um cômodo pouco frequentado é uma atitude que pode provocar grande estresse na ave, além de uma tristeza comovente.

Não seja um algoz inconsciente. Traga esse ser vivo para compartilhar a harmonia que reina em seu lar.

Habitat em sua casa

Um papagaio necessita de muito espaço e o aprisionamento num espaço de pequenas dimensões passa a ser um flagelo. A solução consiste em optar por gaiolas abertas que ficam com o poleiro exposto, assim como as fechadas em forma de viveiro com um espaço que proporcione uma movimentação saudável para a ave.  O espaço deverá ser suficiente também para comedouros e bebedouros de aço inox com borboleta para fixação, a qual garante a firmeza necessária. Uma “banheira” para dias de temperatura alta é recomendável.

Os poleiros devem ter o diâmetro ideal para que o pé do papagaio fique bem acomodado, sendo desaconselháveis poleiros muito finos ou muito grossos devido à possibilidade de causar dores nas articulações ou uma consequência mais grave como deformidade nos pés.

A desinformação é muito perigosa quando parte de pessoas que tem credibilidade por serem consideradas “do ramo”. Isso vale para a recomendação por parte de lojistas no sentido de que sejam utilizados canos de PVC como poleiros para evitar a reação natural dos papagaios de roer poleiros. Essa sugestão é cruel e criminosa.

O PVC causa sofrimento ao papagaio por ser escorregadio. Há situações que a pobre ave sente vontade de permanecer no piso da gaiola por estar sofrendo de dores geradas pelo esforço de manter o equilíbrio num material que nada tem de natural.

A famigerada correntinha atada ao pé do papagaio caracteriza crime por maus tratos devido às terríveis consequências caso o papagaio se assuste e tente um vôo de fuga. A queda do poleiro pode causar a quebra de sua pata ou enforcamento por ter involuntariamente se enrolado na mesma.

O fato de ser um pássaro legalizado, neste caso, não impede que seja caracterizado o crime e pode causar multa e apreensão.

Encare como um aspecto importantíssimo a necessidade de entretenimento do seu papagaio. Existem “brinquedos” próprios não causam acidentes ou o grande perigo de que pequenas partes sejam engolidas tais como lascas de madeira,etc. Uma camada de tinta e fragmentos de árvores que soltam substancia parecida com leite quando cortados, são venenosos e fatais.

Esses brinquedos serão descritos em tópico mais adiante e é importante ressaltar que um simples rolinho de papelão que sobra de um rolo de papel-toalha pode, apesar da simplicidade, se tornar um entretenimento por horas seguidas sem nenhum custo.

É importantíssimo o alerta de que a falta da opção de brinquedos pode tornar os poleiros como alvos prediletos. Estes, obviamente, deverão ser de madeira de boa qualidade e sem farpas e somente deixarão de ser alvos quando houver brinquedos suficientes para que a opção dos poleiros seja “esquecida”

Fora da gaiola

É importante levar em conta que sempre haverá a necessidade da companhia de alguém quando o papagaio estiver solto, pois uma gaiola aberta representa a necessidade de uma atenção constante dadas as possibilidades de ocorrer vários tipos de acidentes.

Um inofensivo balde cheio d’água, um vaso sanitário destampado poderão ser armadilhas fatais caso ele voe e acidentalmente caia dentro de um desses recipientes, pois não terá nenhuma condição de escapar e o afogamento será inevitável. Essa cautela vale também para panelas no fogo que quando não causam a morte provocam sequelas terríveis com queimaduras gravíssimas.

Um ventilador de teto ligado, como é usual no verão, representa um convite à fatalidade pois provocam acidentes horríveis e sem muita chance de sobrevivência.

Espelhos e vidros transparentes quebrados pelo impacto da ave em pleno vôo são geralmente mutiladores quando não  fatais. Papagaios não tem noção de limites em seus vôos e as consequências são mais do que previsíveis. Lembre-se de que janelas e portas com tela de aço são  necessárias caso você não escolha a alternativa de cortar as penas. O corte das penas será abordado em tópico específico.

Ataques de outros animais domésticos poderão ocorrer e com graves consequências se considerarmos o instinto caçador de um gato ou a violência de um cão feroz e agressivo. Isso, sem descartar os predadores naturais, pois é pura ilusão a crença que gaviões habitam somente áreas rurais.

Um olhar mais atento para os céus dos grandes centros urbanos poderá ser revelador e constatar facilmente vôos de gaviões- pombo, carcarás e muitas outras espécies que poderão fazer do seu papagaio uma presa fácil.

Curiosidades sobre os Psitacideos:

Os Psitacídeos são compostos por aproximadamente 360 espécies de 80 gêneros que inclui aves muito populares como os Papagaios, Periquitos, Calopsitas, Araras, Maracanãs, Tuins, Cacatuas entre diversos outros. 

As principais características dessas aves Psittaciformes é o formato do bico encurvado onde a mandíbula superior recurva sobre a inferior, adaptação que a Natureza fez permitindo à perfeita alimentação a base de sementes e frutas. 

Estas aves são normalmente muito coloridas e algumas espécies são capazes de aprender a reproduzir alguns sons de fala humana. Os psittaciformes têm distribuição geográfica vasta, ocupando as regiões quentes e temperadas de todos os continentes. A maior biodiversidade do grupo encontra-se na Oceania, América Central e América do Sul. 

A única espécie nativa do Hemisfério Norte foi o Periquito-da-carolina, que habitou o Sudeste dos Estados Unidos da América e se extinguiu no início do século XX. 

No passado recente, desapareceram diversas espécies de psitaciformes, em particular as nativas das ilhas do Oceano Pacífico colonizadas durante a expansão polinésia.